Ciência Sem Fronteiras: Entrevista com Rozijane Santos Fernandes (UFMG)


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Aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal da Universidade Federal de Minas Gerais, Rozijane Santos Fernandes está desenvolvendo sua tese com foco na revisão taxonômica de samambaias do gênero Thelypteris, subgênero Meniscium. Parte do seu doutorado foi realizado no Museu de História Natural de Londres por meio do programa Ciência Sem Fronteiras e ela contou um pouco da sua experiência fora do país na entrevista a seguir.

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Rozijane e sua supervisora, Dra. Jovita Yesilyurt, no herbário BM em Londres.

1. Recentemente você teve a oportunidade com o programa Ciência Sem Fronteiras para realizar parte do seu estudo fora do país. Para onde você foi e com quem trabalhou?
Meu Doutorado Sanduíche foi em Londres, mas também viajei para Paris, Berlin e Estocolmo para analisar as coleções de tipos e históricas dos respectivos herbários P, B e S. Nesses herbários fiz contato diretamente com os curadores de coleções, como os doutores Germinal Rouhan, Brigitte Zimmer e Jens Klackenberg. Em Londres fui supervisionada pela Dra. Jovita Yesilyurt do Departamento de Ciências da Vida, Museu de História Natural de Londres – UK.

2. Quais as principais atividades que foram desenvolvidas?
Análise de materiais tipo, coleções históricas além de fotografias de todas as exsicatas do gênero Meniscium (Thelypteridaceae), plantas do grupo das samambaias, do qual estou realizando a revisão taxonômica.

Imagens de algumas exsicatas vistas.

3. Qual o impacto que a oportunidade teve para o desenvolvimento do seu estudo?
Os herbários europeus abrigam a maioria das coleções originais botânicas e a análise desses espécimes tipo foi crucial para a tomada de decisões na revisão taxonômica do gênero Meniscium (Thelypteridaceae) que eu estou estudando.

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Analisando coleções no herbário BM em Londres.

4. Quais os pontos positivos do período que passou fora do país?
O contato com outros pesquisadores, curadores de herbários e automaticamente com outras línguas e culturas que tanto influenciam a pesquisa em nosso país foi sem dúvida marcante. Além disso, tive a oportunidade de acessar obras raras em acervos históricos e grandes bibliotecas.

5. Qual foi o impacto que a saída do Brasil teve para a consolidação de parcerias internacionais?
Parcerias foram feitas para um estudo futuro em áreas correlatas e importantes colaborações em publicações estão em andamento.

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Analisando coleções no herbário Kew em Londres.

6. Qual a importância da disponibilidade livre e aberta dos dados na rede INCT-HVFF?
Acessei a rede recentemente, um colega me enviou uma imagem para eu identificar uma planta e achei extraordinária essa ferramenta. Penso que quanto mais dados online maior será o acesso por especialistas que podem contribuir de forma mais rápida para o conhecimento de floras regionais e até revisões de grupos.

7. Que ferramentas e aplicativos disponíveis na rede INCT-HVFF foram importantes para o seu trabalho?
As imagens em alta resolução, sem dúvida. Mas também as informações de localização e a coleção que a mesma se encontrava, pois dessa forma entrei em contato e solicitei o empréstimo ao curador.

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Analisando coleções no herbário P em Paris.

8. O desenvolvimento do seu trabalho trouxe algum feedback aos herbários participantes da rede INCT-HVFF? Que tipo de feedback e quais herbários?
Ainda estou em processo, mas certamente irá trazer uma atualização dos dados tanto taxonômicos quanto de distribuição geográfica, para os herbários BHCB, INPA, MG, HB, MBM, R, RB, SP, UFP, UPCB.

9. Você tem alguma sugestão para melhoria das funcionalidades da rede INCT-HVFF?
Talvez uma ampla divulgação da rede principalmente entre os estudantes e mais investimentos em mão de obra para digitalizar e atualizar os dados online.

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Analisando coleções no herbário S em Estocolmo.

10. Você incluiu ou incluirá imagens das plantas vivas e/ou exsicatas na rede?
Eu não inclui imagens na rede, mas o herbário ao qual estou vinculada tem inserido, por etapas, imagens dos grupos de plantas na rede de herbários de acordo com a disponibilidade de bolsistas.

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