Lacunas de Conhecimento

Uma atividade do INCT em desenvolvimento no primeiro semestre de 2016 vem entusiasmando alguns taxonomistas e curadores de herbários que nela se envolveram. A atividade, induzida pelo Comitê Gestor do INCT vem sendo chamada carinhosamente pelos seus executores de “mutirão Asteraceae” e teve como objetivo principal diminuir lacunas de conhecimento através do estudo de exemplares indeterminados em coleções de herbários.

Definiu-se a família Asteraceae após consultas às bases de dados dos herbários vinculados ao INCT. Asteraceae tem destaque entre as plantas com flores pela riqueza em espécies: está entre as 10 maiores famílias da flora do país e também entre as 10 mais ricas em quatro dos seis biomas: Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa. Muitas espécies desse grupo têm valor econômico pelo uso medicinal, ornamental e alimentar e fazem parte do repertório de saberes e práticas de comunidades tradicionais e locais.

Após a definição do desafio a ser enfrentado, estabeleceu-se quatro etapas de trabalho:

1) Contato com alguns pesquisadores nesse grupo de plantas, explanação do objetivo da atividade e de seus compromissos e definição dos herbários a serem visitados (janeiro e fevereiro);

2) Definição das datas das visitas dos especialistas às coleções, contatos com os curadores, elaboração do cronograma e aquisição de passagens e diárias (fevereiro e março);

3) Realização das viagens para estudos e análises das coleções e preenchimento dos relatórios pelos especialistas (março, abril e maio);

4) Relatório síntese da atividade de modo a mostrar os avanços, as dificuldades encontradas e propostas para diminuir impedimentos futuros para o avanço do conhecimento neste grupo de plantas. (junho).

Três especialistas foram convidados a conduzir as atividades e prontamente aceitaram: Dr. Gustavo Heiden (Embrapa, Pelotas, RS), Dr. Aristônio Teles (UFG, Goiânia, GO) e Dr. Jimi Nakagima (UFU, Uberlândia, MG). Além deles, Dr. Roberto Esteves (UERJ, Rio de Janeiro, RJ) participou da atividade junto ao herbário R, no Rio de Janeiro, bem como orientandos de Nakagima junto ao herbário HUFU, em Uberlândia e de Heidem, em herbários do Espírito Santo. Durante os meses de março, abril e maio 14 herbários em 5 estados (MT, MG, ES, RJ e PR) terão os espécimes indeterminados de Asteraceae trabalhados.

Pelos e-mails trocados entre especialistas e membros do comitê gestor, pelos relatos entusiasmados de cada viagem de estudo já realizada, o relatório final que será entregue em junho nos trará novas boas ideias para diminuir lacunas de conhecimento nas ciências da biodiversidade. O INCT espera poder prosseguir nessa atividade, ampliando-a, de modo a incluir outros especialistas e herbários em diversos outros Estados.


 

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