(HAMAB) Herbário Amapaense, Instituto de Pesquisa do Amapá

O Herbário Amapense é Fiel Depositário de amostras de componente do Patrimônio Genético no Estado do Amapá e está indexado ao Index herbariorium como HAMAB (código internacional de herbários). Está organizado em mais de 194 famílias botânicas, cerca de 2 mil gêneros e quase 5 mil espécies. Possui uma coleção de cerca de 20 mil espécimes catalogadas (exsicatas) sobre a flora do Amapá e amostras de plantas de vegetação de outras regiões brasileiras.

A primeira planta coletada e incorporada ao HAMAB (1979), foi a espécie denominada Symphonia globulifera L. f. da família Guttiferae, popularmente chamada de Anani. O principal coletor do HAMAB é botânico Benedito Vitor Rabelo com aproximadamente 6.000 espécies do acervo botânico do Estado.

O HAMAB dispõe de um acervo de 14.000 exsicatas; Carpoteca de 110 frutos; Micoteca com aproximadamente 3.000 fungos; e uma Xiloteca em fase de organização, com aproximadamente, 100  amostras de madeira, coletadas em ecossistemas amapaenses.

O material botânico da coleção HAMAB é composto de 169 famílias e 1.042 gêneros, armazenando informações da região amazônica e servindo como subsídio à pesquisa agroflorestal, agroindustrial e medicinal no Estado.

Atualmente, o acervo do HAMAB está sendo informatizado através do programa de banco de dados BRAHMS (Botanical Research And Herbarium Management System), desenvolvido pelo pesquisador Denis L. Filer da Universidade de Oxford (Inglaterra), que hoje é utilizado pela maioria dos herbários nacionais. O BRAHMS será uma ferramenta importante para agilizar a pesquisa e fornecer dados com a velocidade que a ciência necessita e, ainda, servirá para mapear as áreas onde foram realizadas as coletas botânicas.

O HAMAB está organizado segundo o Sistema de Classificação Botânica de Engler/Dalla Torre.

Os materiais botânicos são geralmente ramos de 30 a 40 cm de comprimento férteis (com flor e/ou fruto), coletados de acordo com técnicas convencionais em número de cinco amostras por indivíduo, que são identificados com o número de coleta do pesquisador, acondicionados em folhas de jornais e prensados para secagem em estufa. Após a desidratação, essas amostras seguem para a sala de montagem, onde serão identificadas e posteriormente confeccionadas as exsicatas, que recebem uma etiqueta padrão que contém as principais informações do material, como: nome do coletor, local, data, família, gênero e espécie. As exsicatas são registradas em livro com numeração que localizará sua presença no herbário e em seguida serão incorporados à coleção científica do HAMAB.