Pesquisa sobre o uso dos dados e perfil do usuário da rede speciesLink, utilizada pelo INCT-Herbário Virtual

Notícia compartilhada com o blog do CRIA


A rede speciesLink foi lançada pelo CRIA em 2002, com apoio da FAPESP, com informação sobre espécies e espécimes da fauna, flora e microbiota, de 12 coleções biológicas de São Paulo. Hoje a rede integra 415 conjuntos de dados de plantas, fungos, animais, microrganismos e fósseis. São mais de 7,6 milhões de registros textuais e mais de um milhão de imagens on-line, todos de acesso livre e aberto.

Visando agregar valor e funcionalidade à infraestrutura, foram desenvolvidas ferramentas para a visualização dos dados (produção de inventários, mapas, gráficos, catálogos) e melhoria da qualidade dos dados (indicadores de erros potenciais e relatórios de qualidade – dataCleaning), além de ferramentas de suporte à ciência colaborativa (BioGeo e Anotações), e o sistema para a análise das lacunas de dados e de conhecimento taxonômico e geográfico – Lacunas.
Análises do acesso aos dados através da interface de busca em 2015, mostram que cerca de 480 milhões de registros e mais de 3 milhões de imagens foram utilizados. O sistema registra uma média de 30 mil visitas mensais, sendo 95% dos acessos de computadores localizados no Brasil.
Visando melhorar os serviços e identificar novas demandas, o CRIA preparou um questionário para avaliar o perfil dos usuários e a finalidade de utilização dos dados. As 390 respostas recebidas serviram de base para a análise preliminar apresentada a seguir.
43% do uso da rede está relacionado com atividades de pesquisa, 19% para ensino e 37% para outras finalidades.  No uso em pesquisa, merece destaque a área de taxonomia e sistemática, seguida de biogeografia, conservação, ecologia e macroecologia. Nas atividades de ensino predomina o uso em botânica, seguida pela ecologia, zoologia, micologia e microbiologia. Com referência a “outros usos” a pesquisa indica a produção de listas de flora, fauna, micota e de espécies ameaçadas, o planejamento de novas coletas, estudos de impacto ambiental, políticas públicas e gestão ambiental, com alguns usos, em menor escala, em bioprospecção e biotecnologia.
Quanto ao perfil dos usuários, a grande maioria reside no Brasil e tem pós graduação. Mais da metade atua em universidades, mas é importante destacar os serviços prestados pela rede a usuários do setor privado, escolas e ONGs.
Algumas das sugestões enviadas haviam sido incluídas na nova proposta do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Herbário Virtual da Flora e dos Fungos submetida ao CNPq em 2014, e aguarda avaliação e contratação.
Os resultados dessa pesquisa servem para orientar os trabalhos em relação a desenvolvimentos futuros, e contribuem para o  estabelecimento de novas parcerias, de modo a complementar as informações disponíveis e para atender outros públicos e novas demandas.

Talvez goste também de...